domingo, 28 de dezembro de 2008

Allucard アルカード 第壱

    Numa noite chuvosa um ser caminha em direção a um grupo de pessoas. Misterioso, sorrateiro, parece buscar alguém em meio ao tumulto.
    Uma briga. Vários rapazes de tenra idade agrediam um ao outro. Seus olhos suplicavam misericórdia, seus lábios já não tinham forças para, nem ao menos, proferir uma sequer palavra e seus músuclos não conseguiam exprimir movimento algum a não os espasmos da dor intensificando-se a cada segundo.
    Deleitavam-se com o sofrimento do garoto, vez ou outra paravam de espancá-lo para caçoarem de sua faqueza perante o grupo. Mas não notaram, em momento algum, a presença de um estranho espectador.
    A chuva estava tornando-se, a cada minuto, mais forte. O estranho se aproximou ainda mais do grupo e atirou uma pedra contra o líder.
    Não estava muito distante, mas precisou forçar a vista para enxergar em meio às gotas que caim. Avistou um homem de estatura mediana, corpo médio, vestido com um sobretudo e roupas pretas. Estava encharcado. Estranhando a atitude do sujeito e estando em estado de êxtase devido a momento deslocou-se na direção do mesmo tentando acertar-lhe um soco.
    Percebendo a investida do líder, desviou-se e desferiu-lhe uma cotovelada na nuca, fazendo-o perder o equilíbrio e cair. Nesse mesmo tempo, numa velocidade sobre-humana derrubou os outros agressores com apenas um golpe em cada.
    Vendo todos ao chão, seus olhos brilharam vermelhos e eles quis fazer algo, mas não se deixou levar pela sensação. Abaixou-se e examinou o pobre garoto. Ainda estava vivo. Pegou-o no colo e o levou ao hospital mais próximo. Ao deixá-lo desapareceu como se nunca houvesse existido.
    O amanhecer. A chuva cessa perante o sol. Sombras se dissolvem ante os raios da manhã.
    Allucard, ao pico de um desfiladeiro contempla o esplendor do novo raiar. Sabe que não suporta a luz direta, mas todos os dias sacrifica-se em busca de uma maneira para expiar os crimes cometidos por ele.

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