terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Franciel  フランシエル 第壱

    A noite cai, e com ela chega o momento tão esperado por muita gente, finalmente conhecerão o grande líder político que conseguiu conter a 4ª Guerra Mundial, o Sr. Luis Costa, parte da Coligação Nacional.
    Muitos nutrem rancores contra o político, e o representante dessas pessoas é um homem que lidera um grupo chamado Crisium. Estes interceptaram uma conversa do ministro da defesa do Continente Sul com o Sr. Luis, onde expunham a idéia de colocar o Continente Norte à mercê de vampiros mercenários, para que assim a população mundial pudesse realmente acreditar e para que cooperassem com a guerra.
    Sabendo dos ideais egoístas de ambos os políticos envolvidos, o Capitão Jin, enviou seu melhor homem para assassinar o maior risco para a raça vampírica e as demais raças que necessitam do anonimato.
    Do alto de um dos prédios que cercam o planalto, encontrava-se à espreita dois homens. Um deles, portando uma sniper, colocou-se em posição e estava ajustando a mira. O Sr. Luis Costa. Ambos estavam em silêncio, um único ruído poderia ser percebido a quilômetros de distância devido ao eco produzido pelo duto de ventilação que havia por perto.
    Pouco tempo após o ajuste da mira viu-se um tumulto, e enfim um rosto conhecido. Franciel concentrou-se em seu alvo. Precisava ser certeiro. Um único tiro, uma única chance.
    —Franciel atire logo. Não há ninguém à frente dele.
    —Cale-se…
    Não era a primeira vez que fora escalado para cumprir este tipo de missão. E em todas as vezes, lembrava-se de seu mestre.
    “—Droga… Mestre… Não consigo… Nunca vou acertar o alvo, com todas essas garrafas à frente dele…
    —Acalme-se meu jovem… Concentre-se. Veja além de qualquer empecilho. Veja…
    O mestre empunhando a arma de seu pupilo, mirou e concentrou-se. As garrafas novamente começaram a bailar com o vento, obstruindo assim a visibilidade do alvo. E num pequeno instante pode-se perceber que seus olhos brilharam e o projétil foi expelido pela arma atingindo o alvo.
    O pupilo não acreditava no que via. Seu mestre não o havia enganado, era possível sim.
    Com a arma em punho, mirou e quando ia puxar o gatilho seu mestre interveio.
    —Querido Franciel, concentre-se em tudo que há à sua volta. Mas mantenha o olhar fixo no alvo. Tudo que precisa fazer é sentir o que a natureza pode lhe dizer.
    Assim, o pequeno garoto, concentrou-se em seu alvo e após alguns segundos algo aconteceu, tudo pareceu estar em câmera lenta, e viu então, seu alvo, as garrafas entravam e saíam de foco, mas ouve um momento, apenas um ínfimo momento, em que percebeu uma pausa no tempo, onde seu instinto o fez puxar o gatilho e cravar e projétil no alvo.
    Não pode acreditar no que havia feito. Virou-se para seu mestre e ia abraçá-lo. Quando percebeu que o mesmo estava a chorar. Antes que pudesse expressar qualquer palavra o velho lhe disse:
    —Filho… Conseguiste o que muitos de nosso clã não conseguiram… O tempo è algo muito rápido que não conseguimos perceber… Mas nada é perfeito, por isso se conseguirmos elevar ao máximo nossas capacidades de assimilação, visão, compreensão e desenvoltura podemos captar o pequeno erro que ocorre no tempo… Apenas um milésimo de segundo, um erro pode ser fatal, e é nesse momento que podemos lançar qualquer coisa em direção a um alvo em movimento para acertá-lo…”.
    Mirou. Sentiu o vento soprar mais calmamente e tudo começou a ficar mais lento. Ao fixar o olhar em seu alvo seus olhos brilharam e a única coisa que seu companheiro pode perceber além do estampido da pólvora foi o tumulto causado pela queda da pessoa mais aclamada naquele momento.
    Um tiro certeiro, entre os olhos, não houve reação alguma. Os seguranças seguraram a multidão e pediram reforços. Mas de nada adiantou.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Allucard アルカード 第壱

    Numa noite chuvosa um ser caminha em direção a um grupo de pessoas. Misterioso, sorrateiro, parece buscar alguém em meio ao tumulto.
    Uma briga. Vários rapazes de tenra idade agrediam um ao outro. Seus olhos suplicavam misericórdia, seus lábios já não tinham forças para, nem ao menos, proferir uma sequer palavra e seus músuclos não conseguiam exprimir movimento algum a não os espasmos da dor intensificando-se a cada segundo.
    Deleitavam-se com o sofrimento do garoto, vez ou outra paravam de espancá-lo para caçoarem de sua faqueza perante o grupo. Mas não notaram, em momento algum, a presença de um estranho espectador.
    A chuva estava tornando-se, a cada minuto, mais forte. O estranho se aproximou ainda mais do grupo e atirou uma pedra contra o líder.
    Não estava muito distante, mas precisou forçar a vista para enxergar em meio às gotas que caim. Avistou um homem de estatura mediana, corpo médio, vestido com um sobretudo e roupas pretas. Estava encharcado. Estranhando a atitude do sujeito e estando em estado de êxtase devido a momento deslocou-se na direção do mesmo tentando acertar-lhe um soco.
    Percebendo a investida do líder, desviou-se e desferiu-lhe uma cotovelada na nuca, fazendo-o perder o equilíbrio e cair. Nesse mesmo tempo, numa velocidade sobre-humana derrubou os outros agressores com apenas um golpe em cada.
    Vendo todos ao chão, seus olhos brilharam vermelhos e eles quis fazer algo, mas não se deixou levar pela sensação. Abaixou-se e examinou o pobre garoto. Ainda estava vivo. Pegou-o no colo e o levou ao hospital mais próximo. Ao deixá-lo desapareceu como se nunca houvesse existido.
    O amanhecer. A chuva cessa perante o sol. Sombras se dissolvem ante os raios da manhã.
    Allucard, ao pico de um desfiladeiro contempla o esplendor do novo raiar. Sabe que não suporta a luz direta, mas todos os dias sacrifica-se em busca de uma maneira para expiar os crimes cometidos por ele.